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23 de dez. de 2010

Agora não tem mais jeito, ele vai sair!!



Amigos, conhecidos e desconhecidos.. quando eu criei este blog tinha a intenção de atualizá-lo pelo menos uma vez por semana. Entretanto, tudo muda, os planos se reorganizam e comigo não poderia ser diferente. Por conta da faculdade, trabalho, inglês e vida social o tadinho do blog ficou abandonado, deixado as traças no bom populês.

O intuito do blog foi e ainda é fazer críticas e comentários sobre teleficção, isso em nada vai mudar. Só que agora vou começar o processo de produção do meu tcc e resolvi compartilhar com todos vocês o meu estresse, minhas angústias, descobertas e por que não conquistas.

Para que todos fiquem cientes de qual é o meu projeto e em que pé ele anda, vou postar um resuminho de tudo o que tenho lido, escrito e assistido. Pois telenovela é como futebol, todo mundo tem um pitaco a dar, ideias e soluções. Espero que vocês possam me ajudar/aconselhar e principalmente criticar, no decorrer de todo o percurso. Vamos a uma básica retrospectiva.

Há 1 ano e meio atrás, ainda no meu 6º semestre e a procura de bibliografia para o meu anteprojeto, descobri a tese de mestrado de Milton Souza, que trabalha o uso social dos vilões. Logo vi naquele tema algo interessante e fiz de tudo para encontrar a bendita tese e de nada adiantou, não achava nada de Milton, sequer o lattes. Em dezembro de 2009, ou seja, há 1 ano atrás, encontrei o endereço de um congresso do Sesc-SP no qual ele foi mediador e prontamente entrei em contato com o Sesc, o email era um tanto desesperador. E para a minha feliz surpresa, o próprio Milton me respondeu a poucos dias do réveillon, e super solícito me pediu que explicasse o meu projeto e afirmou que em janeiro me encaminharia a sua tese. Fazendo-me prometer que após pronto eu deveria enviar para ele o meu tcc. (fofo)

Só que muita água passou por debaixo da minha ponte e acabei adiando em 1 ano o meu projeto e com o atraso quase tudo mudou: orientadora, tema, telenovela analisada, o foco mudou de gênero para a reconstrução dos vilões (influência da tese de Milton). Hoje, o meu projeto pretende analisar a reconstrução dos vilões através da comicidade e o meu objeto de análise deixou de ser A Favorita de João Emanuel Carneiro e passou a ser Escrito nas Estrelas da Elizabeth Jhin, que trouxe para o grande público o Alexandre Nero como o grande vilão Gilmar e a Zezé Polessa e a Débora Falabella como as cômicas Sofia Loren e Beatriz Cristina.

Posso afirmar sem titubear que das mulheres Débora foi para mim uma grata revelação, até porque quem há assistia no Vale a Pena Ver de Novo (Sinhá Moça), via uma atriz que sempre foi vinculada às telenovelas de época, só que a moçinha deu lugar a uma vilã um tanto burra, destrambelhada e pra lá de cômica. A Zezé já é bem conhecida por seus personagens cômicos e nos proporcionou mais uma brilhante atuação.

Enfim, a idéia é essa e espero que possam me acompanhar nessa empreitada. E desde já quero deixar os meus sinceros agradecimentos ao Milton Souza pela gentileza, educação e disponibilidade, é tão difícil encontrar pessoas humildes na área da comunicação. Sou muito feliz pelo “encontro”. Valeu!!

27 de jul. de 2010

Trama das 18h - espiritualidade na Tv




A novela “Escrito nas Estrelas” da autora Elizabeth Jhin é uma maravilhosa surpresa para o telespectador global, sempre acostumado com novelas de época no horário das 18h. A trama que tem como pano de fundo a espiritualidade, vem desde a sua estreia no dia 12 de abril, conquistando uma parcela significativa do público.

No mês de maio o enredo que conta com histórias leves, engraçadas e reflexivas superou a então, promessa de ótimas audiências na Globo, a novela de Sílvio de Abreu, “Passione”. Que conta com atores consagrados da teledramaturgia brasileira, como Fernanda Montenegro, Tony Ramos, Araci Balabanian, Francisco Cuoco, Irene Ravache, etc.

O tema de vida após a morte, reencarnação e mortos que não conseguem fazer a passagem para o plano espiritual já foram discutidas em várias outras telenovelas. Sendo a mais famosa até o momento, “A Viagem” da autora Ivani Ribeiro. Novela que originalmente foi transmitida pela Rede Tupi em 1975/76 e que posteriormente a Rede Globo produziu um remake em 1994 às 19h. Sendo “A Viagem” a segunda novela que já foi reprisada por 2 vezes no “Vale a pena ver de novo”, a primeira foi “A Gata Comeu” também de Ivani Ribeiro.

Mas, diferentemente de “A Viagem” a novela de Elizabeth Jhin conseguiu unir o conto da gata borralheira, a religião espírita, malandros dignos das letras do grupo Demônios da Garoa, peruas que fazem de tudo pelo dinheiro e que só conseguem nos fazer rir e o vilão que acredita ser um salvador, o Gilmar.
O trio ternura de vilões é toda a graça da trama. Quando poderíamos imaginar a Débora Falabella, conhecida por interpretar moçinhas em novelas de época se sairia tão bem fazendo uma perua fútil e pra lá de burrinha, Zezé Polessa que já é famosa por fazer personagens com uma vertente cômica só reforçar ainda mais a futilidade da dupla – os gritos que ela dá na filha Beatriz Cristina, são de deixar qualquer fonoaudiólogo louco - a cada tentativa de derrubar a moçinha Viviane/Vitória – Nathalia Dill - as duas nos divertem com diálogos no mínimo irreais, nos possibilitam ainda mais risadas quando são incomodadas pela Daniela Fontan, a colega Berenice.

E a maior surpresa ficou por conta do Alexandre Nero, ator que fez o tímido verdureiro Vanderlei em A Favorita (2008) e o peão Terêncio em Paraíso (2009). O personagem Gilmar é o vilão mais amado da telenovela nos últimos tempos. A cada capitulo o personagem se mostra ainda mais pilantra, nas suas relações amorosas com mulheres que se deixam levar pela sua lábia de cafetão da máfia italiana e que se derretem entre os chingamentos e palavras banhadas de sedução. O Gilmar é aquele personagem rico que todo bom ator tem por direito fazer em algum momento da sua carreira, e a nossa sorte é que chegou o momento do Alexandre Nero, podemos chamá-lo de revelação.

Apesar das disputas entre pais e filhos não serem nenhuma novidade, os protagonistas fogem ao convencional a partir do momento que um dos membros “luta” pela sua moçinha mesmo após a morte. A trama é cercada de mistérios, espiritualidade – e aqui não estou me referindo a religião espírita – mensagens e lições de vida que nos fazem refletir. A novela nem bem chegou ao seu fim e já se ouvi falar que a autora sonha em fazer uma trilogia no campo da espiritualidade e “Escrito nas Estrelas” seria o ponta pé inicial. Só nos resta esperar para ver se esse enredo chegará ao seu fim colhendo todos os frutos e glórias conseguidas no decorrer da sua exibição e se isso permitirá a Elizabeth Jhin realizar a sua desejada trilogia de espitirualidade e vida após a morte na telenovela.

Não podemos esquecer:

  • O termo colega da atriz Daniela Fontan, já pode ser ouvido pelas ruas. É mais um termo para entrar no hall dos bordões.
  • O André Gonçalves está excelente no papel do malandro 171 do Jair, fugindo totalmente ao seu personagem em “Caminho das Índias” no qual fazia o Gopal, um indiano honesto e trabalhador. Morro de pena do seu Jovenil – José Rubens Chachá -, “oh Jair, vai arrumar um emprego sai logo da casa do sogro“.
  • E o que dizer do Juca, um cachorro da raça golden retriever de quatro anos de idade que na trama interpreta Pepe, o animal de estimação de Daniel - Jayme Matarazzo. A pergunta é quem não gostaria de levar essa coisa mais que fofa pra casa?
  • A trilha sonora é composta por uma mescla de regravações e cantores consagrados. No campo da novidade devemos ficar atentos ao Zé Renato com o "Pedaço de Papel" e Lorena Chaves com "Nossa História". Vale a pena conferir.
Para assistir trechos da trama basta acessar Rede Globo, caso tenha interesse em assistir na integra Ver Tv Online.