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26 de jul. de 2010

Respiro melodramas há 24 anos..


Não sei muito bem quando comecei a construí-los na minha cabeça, só sei que passei a acompanhá-los na TV na época de Carrossel – a 1ª versão mexicana que foi produzida pela Televisa entre 1988 e 1990 – transmitida pelo SBT em 1991 no horário das 20h, emissora esta que também me presenteou com Éramos Seis em 1994.

Entre essas tramas, ocorreu o que posso definir como a minha primeira loucura “melodramática”, quis ser a Carolina Pavaneli da novela global Sonho Meu, a imitava em frente ao espelho e cheguei a fazer a coreografia de abertura. Pronto, estava criada a minha fábrica de sonhos e com a qual não precisava gasta absolutamente nada.

Com 11 anos comecei a acompanhar a telenovela infantil que marcaria toda a minha geração, o SBT nos apresenta Chiquititas – 1997 a 2001 -, trama produzida na Argentina com atores mirins brasileiros, e atire a primeira pedra que nunca sonhou em fazer parte daquela trama de fantasias que assistíamos todas as noites.

Depois vieram as Marias da Thalia, as Usurpadoras, Malhação, muitos anjos caindo do céu, as Helenas do Maneco e os Pasquins nus nas praias latino-americanas. Quando resolvi fazer vestibular, a minha coordenadora numa palestra nos disse: - Esqueçam as telenovelas e as Marias Mercedes, do Bairro e do Mar que vemos todos os dias, elas não nos levam a nada, estudem e esqueçam a TV. Juro, juro mesmo que tentei fazer isso, entretanto, é impossível. Como negar algo que construímos e que nos constrói.

Por favor, peguem carona na calda deste meu cometa.. e vamos compartilhar nossas emoções. Porque melodrama é uma discussão de sentimentos.